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Quando as palavras não chegam: O Papel transformador da Terapia da Fala

Quando as palavras não chegam: O Papel transformador da Terapia da Fala

Num mundo onde a comunicação é essencial, quer seja no contexto familiar, escolar ou profissional, a capacidade de nos expressarmos de forma clara e eficaz tornou-se uma competência fundamental para o desenvolvimento pessoal e social. Quando surgem dificuldades nesta área, o impacto pode estender-se da aprendizagem, ao comportamento, à autoestima e à participação social. Contrariamente à ideia de que a Terapia da Fala “apenas trabalha os sons”, a sua atuação vai mais além desta dimensão, não se cingindo a atuação do Terapeuta somente à fala, mas também ao desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal, da linguagem oral e escrita, das dificuldades associadas à leitura e escrita, à fluência verbal (como nos casos de gaguez), à voz, à motricidade orofacial, à amamentação, mastigação e deglutição. Muito antes de aprender a falar, ler ou escrever, a criança já comunica. Desde o nascimento até à comunicação efetiva por palavras, esta demonstra os seus interesses e emoções através da comunicação não verbal.

O sorriso, o olhar, os gestos, o choro são formas de comunicar que não podem ser ignoradas. Muitas vezes, comportamentos como birras e frustração constante podem estar relacionados com dificuldades na comunicação. O mesmo se aplica quando falamos no processo de aprendizagem. A criança necessita de compreender instruções, formular frases, organizar ideias e atribuir significado ao que ouve. As dificuldades linguísticas acabam por se refletir na leitura, escrita, na autoestima, no desempenho escolar e nas relações.

Uma criança que não compreende o que lhe é pedido ou que não consegue expressar-se corretamente pode recorrer a comportamentos de frustração, isolamento ou mesmo parecer distraída e desmotivada. O comportamento é apenas a ponta visível do iceberg de uma dificuldade comunicativa. Frequentemente, estes comportamentos são vistos como birras quando na realidade a criança está apenas com dificuldades em expressar-se. Daí surge uma das questões mais frequentes: “Devo esperar ou procurar ajuda?”. Embora cada criança tenha o seu ritmo de desenvolvimento, existem sinais de alerta que justificam uma avaliação: a limitação do vocabulário, dificuldades na construção de frases, problemas na articulação de sons ou na compreensão, alterações na voz e dificuldades na leitura e escrita.

A intervenção em Terapia da Fala é mais eficaz quando trabalhada em colaboração com a família, escola e outros profissionais de saúde como médicos, psicólogos, entre outros. Desta forma a intervenção torna-se num processo integrado, funcional e centrado na vida da criança. É no ambiente familiar que se consolidam as aprendizagens através do reforço das estratégias desenvolvidas. Procurar um Terapeuta da Fala é ajudar o seu filho com ferramentas que aumentem as suas competências e que garantam o seu sucesso.

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